terça-feira, 30 de dezembro de 2008

2008 foi um ano agitado

Usaram cartão corporativo. Fidel saiu, entrou Raúl. O Corinthians subiu, o Vasco desceu. Ingrid Betancourt foi libertada. Em diplomacia, a Colômbia teve a delicadeza de um elefante. Fausto de Sanctis recusou uma promoção. A Bossa Nova fez 50 anos. Cartola faria 100 anos. Amy Winehouse não morreu. O IPhone chegou ao Brasil. Sarah Palin viu a Rússia do Alaska. Tina Fey imitou Sarah Palin. Sarah Palin imitou Tina Fey. O Fantástico e o Faustão ficam cada vez piores. Ronaldo, o fenômeno, conheceu mulheres com algo a mais. Jogaram a menina da janela. Nasceu o CQC. Michel Phelps bateu recorde atrás de recorde. O Tibet apanhou. Barack Obama foi eleito. A imigração japonesa fez 100 anos. Darfur. Sudão. Gabeira perdeu. O Capitão Nascimento disse suas frases de efeito. Marta Suplicy chamou Kassab de viado. A economia teve um infarto. Jogaram dois sapatos em George Bush. Choveu muito. O Hamas atacou Israel. Israel atacou Gaza. Israel atacou Gaza. Israel atacou gaza. Israel atacou Gaza. Israel Atacou Gaza.

Depois ninguém sabe porque estava tão cansado antes das férias.

segunda-feira, 22 de dezembro de 2008

(minhas) novidades do ano que passou



The Huffington Post

Leio todo santo dia. Antes era um blog coletivo, mas virou um portal de notícias. Criado pela Arianna Huffington (foto), eleita Personalidade de Mídia de 2008 pelo site I Want Media, o The Huffington Post recebeu um investimento generoso de US$ 25 milhões. Em plena crise econômica. O barato do HuffPo é que ele também agrega conteúdo, mostrando que, nestes tempos loucos que vivemos, organizar a informação é tão importante quanto produzi-la. Leiam esta matéria que saiu na New Yorker.

Google Reader e feeds RSS

Tudo bem, tudo bem — não é tão novidade assim. Nem sei quando a onda RSS começou na internet, mas a verdade é que, embora eu tenha conta no Google Reader desde agosto de 2007, foi só em 2008 que virei escravo da coisa. O Google Reader é mais um agregador de feeds RSS. Não sabe o que é isso? Bem, basta saber que, assinando o feed, sei lá, de um blog, você não precisa mais ir até a página dele para lê-lo, basta acessar o agregador. Veja este vídeo.

Twitter

O Twitter é o diabo. Em janeiro, faz um ano que estou por lá. Muita gente acha inútil aqueles posts de 140 caracteres, mas a cobertura da eleições americanas feita pela rede social, que teve até entradas no debate ao vivo entre Obama e McCain, provou que o negócio é sério. A novidade do Twitter é o fato de ser uma rede multiplataforma: você pode twittar da página na internet, de softwares de mensagens (gtalk, Yahoo Messenger) e, o grande barato, via sms. Esta última opção ainda não está disponível no Brasil. Só podemos postar via SMS graças a uma maracutaia aí, mas não dá para receber os tweets de amigos.

*

Tem mais coisas, mas deu a maior preguiça de continuar. =)

quinta-feira, 18 de dezembro de 2008

Sapatada

É uma palavra até bonita, dessas sonoras de se falar. Sapatada. Abro a página do Huffington Post, como faço todos os dias, e lá está ela: a sapatada em slideshow, com botão de play, botão de pause, botão de fast forward.

domingo, 7 de dezembro de 2008

rapidinhas

Lusitanos mal nascem e já saem falando mesóclises para pedir a mamadeira. Tenho certeza. Por isso, não consigo ler textos em português d'além-mar na internet. Parecem o Velho Testamento. E olha: eu gosto do Saramago, por exemplo, mas tem dias que ele está com o diabo naquele blog dele.


-

Se eu não tenho postado aqui, é porque o Paulo Pires fala tudo que há para ser dito. Outro dia eu catava algo que definisse a árvore na Lagoa e ele veio: apaga e acende como um carro enguiçado. Um carro enguiçado, meudeus, é claro. Eu nunca entendi sair de casa, pegar um trânsito do gênero filhodaputa para ver aquilo piscar suas luzes de trambolho, de outdoor sofisticado.

-

O Paulo Pires também falou da Mallu Magalhães. Eu não gosto. Acho, aliás, um mistério alguém gostar. Ela é um clichê que anda e vive no meio das pessoas. Dá vontade de dizer "Por favor, não seja tão Mallu Magalhães!" E ainda namora el barbudón do Los Hermanos. Sobre isso, tem circulado na faculdade uma propagande de um churrasco:



sexta-feira, 5 de dezembro de 2008

Eu voltei, voltei para ficar

O mp3 do sujeito nas alturas e eu ouvindo porque a vida alheia me interessa muito. Toca O Portão, clássico de Roberto e Erasmo Carlos. É aquilo: — "Eu cheguei em frente ao portão, o cachorro me sorriu latindo, minhas malas coloquei no chão..." Sempre me foi, aproveito para confessar, um mistério desses inapeláveis esse cachorro sorridente. Algo como aquele famoso coqueiro que dá, ora, coco. Por isso, vibrei em cima de meus sapatos quando finalmente vi: o cachorro é de Homero. Vejam: depois de Tróia, Ulisses demora aquele tempo todo para retornar e, ao chegar, velho e cansado, quem é o primeiro a reconhecê-lo? O cão Fergos, que aproveita a deixa para morrer de velhice.

Não subestimem o brega.

quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

a gente diz: (3)

Maurício diz:
shame
Maurício diz:
tenho vergonha de mostrar essas coisas fora de casa
Monike diz:
hahahaha
Maurício diz:
enfim
Monike diz:
o q eu vc quer q veja
Monike diz:
?
Maurício diz:
o que vc esta vendo do lado direito?