sexta-feira, 5 de dezembro de 2008

Eu voltei, voltei para ficar

O mp3 do sujeito nas alturas e eu ouvindo porque a vida alheia me interessa muito. Toca O Portão, clássico de Roberto e Erasmo Carlos. É aquilo: — "Eu cheguei em frente ao portão, o cachorro me sorriu latindo, minhas malas coloquei no chão..." Sempre me foi, aproveito para confessar, um mistério desses inapeláveis esse cachorro sorridente. Algo como aquele famoso coqueiro que dá, ora, coco. Por isso, vibrei em cima de meus sapatos quando finalmente vi: o cachorro é de Homero. Vejam: depois de Tróia, Ulisses demora aquele tempo todo para retornar e, ao chegar, velho e cansado, quem é o primeiro a reconhecê-lo? O cão Fergos, que aproveita a deixa para morrer de velhice.

Não subestimem o brega.

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