quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

rapaputaquepariu

Assim não dá mais. O Idelber Avelar acusa a "grande mídia" de ser pró-Israel, o Alexandre Einsenberg diz lá no Observatório que ela quer a dissolução do Estado judeu, que esse é o preço que o Islã cobrou para financiar o separatismo de minorias mulçumanas na Índia e na China. Todo mundo bate, bate e bate, mas só vê o que é conveniente para si. Valha-me, Deus.

Mas eu jurei que não quero mais saber desse assunto. Esse blog nem é sobre isso.

quinta-feira, 8 de janeiro de 2009

A partir de hoje

só falo dos dias de sol. Eu não posso falar de Israel. Tenho algum afeto misterioso e sem motivo pelo povo judeu, mas nenhuma guerra olhada de perto tem justificativa, essa guerra especialmente. Quem quiser saber notícias da Terra Santa, que leia o blog do Pedro Dória, que está com uma cobertura imperdível. Ou, se for secretamente um fã meu, que visite minha página de itens compartilhados no Google Reader. Sempre compartilho uma parte das coisas legais que leio pela internet.

http://www.google.com/reader/shared/07110523863974365987

Acho que amanhã vai dar praia. =)

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Em resposta à Isabela, no comentário do post debaixo: esse flaXflu ideológico me dá uma preguiça enorme.

terça-feira, 6 de janeiro de 2009

Todo Mundo É A Favor de Israel

Avança a guerra em sua pirotecnia enquanto Reinaldo Azevedo coloca o debate nos termos do sim e do não. Armar um flaXflu ideológico e dizer que o assunto se divide entre do time dos "contra" Israel e dos "a favor" é retórica rasteira. O que seria ser contra? Achar que o Estado judeu não tem direito de existir onde existe. Só que os judeus que moram lá não sairiam por vontade própria, o que faz que o ser "contra" implique em uma medida de força. Ninguém concorda com isso. Pautar o debate nos termos de "contra" e "a favor" só serve pra identificar neonazistas ou aiatolás atômicos.

Todo mundo é a favor de Israel. Ponto. Porém, isso não significa apoio total e irrestrito ao que o país faz ou deixa de fazer. Checkpoints humilhantes, o bloqueio à ajuda humanitária que tenta chegar em Gaza, a tranformação de Gaza em um bantustão — existe mesmo alguém a favor disso?

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Destaque para o editorial sóbrio que a The Economist publicou.

terça-feira, 30 de dezembro de 2008

2008 foi um ano agitado

Usaram cartão corporativo. Fidel saiu, entrou Raúl. O Corinthians subiu, o Vasco desceu. Ingrid Betancourt foi libertada. Em diplomacia, a Colômbia teve a delicadeza de um elefante. Fausto de Sanctis recusou uma promoção. A Bossa Nova fez 50 anos. Cartola faria 100 anos. Amy Winehouse não morreu. O IPhone chegou ao Brasil. Sarah Palin viu a Rússia do Alaska. Tina Fey imitou Sarah Palin. Sarah Palin imitou Tina Fey. O Fantástico e o Faustão ficam cada vez piores. Ronaldo, o fenômeno, conheceu mulheres com algo a mais. Jogaram a menina da janela. Nasceu o CQC. Michel Phelps bateu recorde atrás de recorde. O Tibet apanhou. Barack Obama foi eleito. A imigração japonesa fez 100 anos. Darfur. Sudão. Gabeira perdeu. O Capitão Nascimento disse suas frases de efeito. Marta Suplicy chamou Kassab de viado. A economia teve um infarto. Jogaram dois sapatos em George Bush. Choveu muito. O Hamas atacou Israel. Israel atacou Gaza. Israel atacou Gaza. Israel atacou gaza. Israel atacou Gaza. Israel Atacou Gaza.

Depois ninguém sabe porque estava tão cansado antes das férias.

segunda-feira, 22 de dezembro de 2008

(minhas) novidades do ano que passou



The Huffington Post

Leio todo santo dia. Antes era um blog coletivo, mas virou um portal de notícias. Criado pela Arianna Huffington (foto), eleita Personalidade de Mídia de 2008 pelo site I Want Media, o The Huffington Post recebeu um investimento generoso de US$ 25 milhões. Em plena crise econômica. O barato do HuffPo é que ele também agrega conteúdo, mostrando que, nestes tempos loucos que vivemos, organizar a informação é tão importante quanto produzi-la. Leiam esta matéria que saiu na New Yorker.

Google Reader e feeds RSS

Tudo bem, tudo bem — não é tão novidade assim. Nem sei quando a onda RSS começou na internet, mas a verdade é que, embora eu tenha conta no Google Reader desde agosto de 2007, foi só em 2008 que virei escravo da coisa. O Google Reader é mais um agregador de feeds RSS. Não sabe o que é isso? Bem, basta saber que, assinando o feed, sei lá, de um blog, você não precisa mais ir até a página dele para lê-lo, basta acessar o agregador. Veja este vídeo.

Twitter

O Twitter é o diabo. Em janeiro, faz um ano que estou por lá. Muita gente acha inútil aqueles posts de 140 caracteres, mas a cobertura da eleições americanas feita pela rede social, que teve até entradas no debate ao vivo entre Obama e McCain, provou que o negócio é sério. A novidade do Twitter é o fato de ser uma rede multiplataforma: você pode twittar da página na internet, de softwares de mensagens (gtalk, Yahoo Messenger) e, o grande barato, via sms. Esta última opção ainda não está disponível no Brasil. Só podemos postar via SMS graças a uma maracutaia aí, mas não dá para receber os tweets de amigos.

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Tem mais coisas, mas deu a maior preguiça de continuar. =)